1 ano


Primeiros passos

Um importante rito de passagem está prestes a acontecer -- em algum momento deste mês, seu filho poderá dar os primeiros passos sozinho (mas não se preocupe se isso não ocorrer ainda, já que algumas crianças demoram mais algumas semanas ou até meses para chegar lá).

A maior parte dos bebês costuma dar os primeiros passos mais na ponta dos pés. Também por volta desta época, seu filho pode começar a se alimentar sozinho com uma colher, embora muitas vezes não acerte direito a comida na boca.

Novas brincadeiras

Com a coordenação motora fina mais apurada, as brincadeiras passam agora a envolver o exercício de músculos maiores. Os bebês acham muita graça em empurrar, lançar e jogar tudo no chão, e gostam de brincadeiras que envolvam tirar peças de um lugar e pôr em outro. Panelas de vários tamanhos servem para brincar de encaixar a menor dentro da maior ou simplesmente para fazer o maior barulhão.

Algumas crianças de 1 ano conseguem ficar envolvidas em atividades mais calmas por até cinco minutos.

Facilitando a hora do sono

A hora da soneca do bebê é um dos raros momentos em que você tem tempo livre para descansar também ou para recarregar as baterias com alguma atividade adulta. Mas agora que se aproxima o aniversário de 1 ano seu filho pode começar a não querer mais essas sonecas. Além disso, como está cada vez mais independente, ele tende a dificultar a hora do sono noturno, "lutando" para não adormecer.




Para evitar que isso se torne um drama, procure criar um ritual na hora de dormir. É aconselhável seguir uma rotina que leve ao momento do sono. Jantar, tomar banho, trocar de roupa, brincar com alguma coisa mais calma, ler um livro e ouvir música ao fundo são atividades em sequência que podem anteceder a hora de dormir do seu filho todos os dias.

O que quer que você escolha, faça disso um hábito que dê à criança tempo suficiente para sossegar das emoções do dia.

Alguns casais preferem alternar tarefas (um dá o jantar e o outro o banho) todas as noites; outros optam por deixar um só responsável pelo dia todo, ganhando "folga" no dia seguinte.

É duro se despedir

É provável que nos últimos meses seu filho tenha tido alguns momentos de ansiedade de separação. Isso é natural. Ele a ama e depende de você, e se ressentirá na hora em que você se afastar. Para facilitar momentos como esse, quando você for deixar seu bebê com alguém diferente em casa, peça para a pessoa chegar mais cedo, assim ele tem tempo de se adaptar.

Seja direta e rápida na hora de sair e não fique prolongando as despedidas. Saiba que, se ele chorar, as lágrimas rapidamente secarão bem rápido uma vez que você não esteja mais por perto.

Estimule a independência do seu bebê -- não fique o tempo todo em cima dele. Quando seu filho se movimentar para outro aposento da casa, espere um pouco antes de ir atrás. E, se for você quem estiver um pouco longe dele, avise onde está, mas não precisa sair correndo cada vez que ele der um pio.

Independência total do pai e da mãe não é a situação ideal para um bebê, então é importante que ele saiba que pode contar com você, e também por onde você anda.

Linguagem em expansão

O vocabulário do seu filho provavelmente limita-se a poucas palavras além de "mamá", "papá" e "dá". Mas algumas crianças de 1 ano chegam a falar frases inteiras -- que mais parecem uma língua estrangeira.

A esta altura, seu bebê é capaz de responder a perguntas simples, especialmente se você der uma forcinha com pistas e gestos. Pergunte, por exemplo, "cadê a boca do neném?" e aponte para ela. Ou tente pedir um copinho e mostre o objeto. Seu filho provavelmente responderá do seu próprio jeito.

Aproveite a vontade de aprender do bebê e comece a ensiná-lo boas maneiras. Enfatize as palavras "por favor" e "obrigado". Faça da hora de guardar os brinquedos um momento prazeroso. Ele pode até demorar um pouco para entender como ajudar, mas nunca é cedo demais para educar.

Dando nome aos bois

Você é responsável por mostrar a seu filho como objetos e nomes se relacionam; quanto mais você fizer isso, mais depressa vai crescer o vocabulário dele. Fale constantemente com o bebê e diga o nome certo de cada coisa. Conte degraus ao subir uma escada e introduza os nomes e as cores das frutas no supermercado ou na feira. Leia livros ilustrados e peça à criança para identificar objetos conhecidos.

Dê escolhas. Pergunte se seu filho quer brincar com os bloquinhos ou com as argolas. Ele pode até surpreender você com uma resposta.
Este momento é magico!


1 ano e 1 mês!


Primeiro eu!

Parece que o mundo todo gira em torno do seu filho? Pois é, é exatamente isso que ele acha. Durante vários meses daqui para a frente, a criança vai pensar quase só em si mesma. É por isso que emprestar o brinquedo ou dividir a bolacha é tão difícil. Ela ainda vai ser egocêntrica assim por algum tempo.

Basta você observar seu filho brincando junto com algum amiguinho. Dificilmente ele parecerá interessado em realmente interagir com a outra criança.

Você, por outro lado, continua sendo a pessoa mais importante da vida do seu filho. Ele vai continuar exigindo bastante a sua presença -- principalmente agora que está começando a andar( o meu começou a andar com 10 meses) e a fazer com que você corra literalmente atrás dele o tempo todo.

Por outro lado, ele já começa a passar alguns minutinhos sozinho, desde que consiga ver você.

Brincadeiras e medos

Brincar com seu filho o ajuda a desenvolver a capacidade de interagir com outras pessoas. Capriche em uma sessão de pega-pega, por exemplo. Outra boa brincadeira é pedir que ele aponte partes do corpo: "Cadê o umbigo?". Especialistas acreditam que esse tipo de jogo ajude a reforçar para a criança que ela é uma pessoa independente dos pais.

Nessa fase, a criança pode demonstrar certa timidez ou até medo de estranhos. Esse tipo de nervosismo é bem normal, principalmente com pessoas que ele não conhece bem. Pense que ele está apenas mostrando que sabe a diferença entre quem conhece e quem não conhece, e que isso faz parte do desenvolvimento.

Além de pessoas estranhas, seu filho pode começar a demonstrar medo de barulhos altos (do liquidificador ou do aspirador de pó, por exemplo), de água (da banheira, da piscina ou até da descarga do vaso sanitário) e de animais. Caso isso aconteça, respeite o medo dele, mesmo que isso signifique uns dias de "banho de gato", e aos poucos vá promovendo maior convivência com o motivo do medo.




Vale transformar a coisa em brincadeira: se o medo é de cachorro, bata um papo com um cãozinho de pelúcia. Se é de liquidificador, deixe-o apertar o botão sob sua supervisão, para que ele se sinta importante.

Comportamentos imprevisíveis

Do nada seu filho, tão bonzinho, resolveu começar a gritar como um maluco? Ele está explorando o mundo, seus próprios órgãos e o poder que exerce sobre você. É assim que ele vai descobrir quais comportamentos são aceitáveis e quais não são.

Você pode dar a ele uma chance de extravasar toda essa energia, como numa boa guerra de almofadas (leves, e num lugar onde não haja nada frágil). Massinha de modelar, de preferência antialérgica, é outro veículo possível para as explorações dele. De vez em quando, deixe-o brincar livremente na água: uma bacia no quintal ou até dentro do box vale, sempre debaixo dos seus olhos atentos.

Talvez a disposição para comer também seja afetada. Se ele comia bem as sopinhas e papinhas, agora pode começar a recusar a "comida de gente grande". Fique calma, porque o apetite diminui mesmo um pouco nesta fase, muito porque seu filho está tão interessado em explorar o mundo que mal sobra tempo para pensar em se alimentar. E ele quer ter o poder de escolher o que vai comer.

Recusando colo?

Como assim? Tudo culpa do gostinho de liberdade! Agora ele já pode se locomover sozinho, seja engatinhando, seja andando, e não vai querer abrir mão desse direito. Mantê-lo no carrinho ou de mãos dadas num lugar cheio de gente pode ser especialmente difícil.

As quedas serão inevitáveis, mas procure não se desesperar. Não dá para evitá-las totalmente, e andar em superfícies irregulares, como degraus (só um ou dois), areia ou tapetes, pode parecer perigoso, mas é um ótimo treino para os pés do seu filho.

Uma boa idéia é fazer a seguinte brincadeira: você caminha na frente da criança e de repente finge ter tropeçado e cai no chão. Ela vai se divertir à beça com a comédia e perceberá que adultos também estão sujeitos aos tombos da vida.

Sapatos ainda não são essenciais, exceto em superfícies em que a criança possa se machucar. Não compre sapatos grandes demais -- o ideal é deixar um espaço de cerca de um dedo entre o dedão e a ponta do sapato. Se você não consegue sentir o dedão, é porque o sapato é duro demais para uma criança desta idade.

E, já que o negócio do seu filho é chão, incentive-o a treinar novos movimentos, caso ele esteja andando firme. Mostre como se abaixar e levantar para pegar coisas interessantes do chão, agachando e ficando de pé sem precisar segurar em nada. Se seu filho ainda não anda, calma. Resista à tentação de colocá-lo num andador, pois esses equipamentos não são recomendados por especialistas.

Comunicação cada vez melhor

Com 1 ano e 1 mês, as crianças costumam ter um vocabulário de três ou quatro palavras ("mamá" e "papá" são bons candidatos), mas não se preocupe se seu filho ainda não disser nada. A aquisição da linguagem nessa fase é passiva: elas ouvem tudo e vão arquivando, para usar mais tarde.

Mesmo que ainda não fale, seu filho vai mostrar o que quer -- apontando, virando a cabeça, ficando mole como minhoca para ir para o chão.

Converse com a criança o tempo todo, numa voz "adulta", contando o que está fazendo. Músicas acompanhadas de gestos fazem sucesso com os pequenos (como "Fui morar numa casinha, nha, nha / infestada, da, da / de cupim, pim, pim...").

Ela começa a perceber as diferenças na entonação, e "conversa" com você, mesmo sem dizer nenhuma palavra inteligível.

Teste e aviso

Para ver se seu filho já compreende o conceito de que os objetos continuam existindo mesmo que não estejam à vista, coloque um brinquedo embaixo do sofá, da cama ou de um pano, na frente dele, e veja se ele vai procurá-lo no lugar certo. É com esta idade que as crianças começam a perceber que a coisa não sumiu só porque deixou de ser visível.

E cuidado: ele está louco para encaixar uma coisa dentro da outra e apertar qualquer tipo de botão, para ver o que acontece. Atenção às tomadas, aos aparelhos eletrônicos e na cozinha, para evitar acidentes.




1 ano e 2 meses!
É ela já esta com 1 ano e dois meses como passa parece que foi ontem que eu estava com aquele barrigão!


 
E agora já querendo independência!



Seu filho está se especializando em teimosia. De repente reclama da roupa que você escolheu, ou do sapato, ou decide que só quer comer macarrão, ou faz questão de colocar água no copo sozinho, mesmo que vá fazer a maior molhadeira. Ele faz isso porque está experimentando coisas novas e observando na prática o que dá certo e o que não dá.

Se parece que você passa o tempo todo dizendo "Não!" ou "Cuidado!", procure dar uma arrumada no ambiente em que ele fica para torná-lo menos preocupante e diminuir o nível de estresse em casa. Reserve um espaço livre com alguns brinquedos seguros (como bolas) para que a criança possa explorar à vontade.

Pode ser que você tenha jurado, num passado distante, que não ia mudar a cara e a decoração da casa quando tivesse filhos. Mas pense bem: vale a pena ficar dizendo não a cada segundo? Ou tendo calafrios a cada "fina" que ele tira da quina da mesinha de centro?

Tirar enfeites frágeis e objetos delicados do alcance do seu filho vai facilitar a sua vida, não só a dele. A mesma recomendação vale para lugares que vocês frequentam muito, como a casa dos avós.

Sinais de agressividade

Nesta fase podem começar a surgir indícios de agressividade, principalmente entre irmãos ou amiguinhos da mesma idade. É mais provável que a agressão seja causada pela frustração da criança, e não por maldade.

Com 1 ano e 2 meses, as crianças ainda não entendem o que as outras pessoas sentem, ou seja, não são capazes de empatia. Para elas, os outros amigos não passam de objetos. Não é egoísmo: todo mundo é assim nesta idade.

Para seu filho, é interessantíssimo observar que, quando puxa o cabelo da colega, ela dá um grito engraçado. É o mesmo tipo de experiência que ele começou a fazer há alguns meses, de jogar o brinquedo ou a comida no chão só para ver o que acontecia.




Quando ele estiver brincando com outras crianças, fique por perto para interferir quando necessário. O melhor jeito é dizer "Não pode bater, porque machuca!" e tirar a criança da situação. Os especialistas afirmam que não adianta bater de volta. Procure não dar muita atenção ao mau comportamento, porque senão seu filho pode começar a repeti-lo de propósito.

Aprendendo a viver em grupo

Se seu filho não tem irmãos nem vai à escola, é uma boa idéia começar a levá-lo a lugares onde possa conviver com outras crianças: uma praça, um parquinho, até o shopping. Aos pouquinhos, ele vai começar a ver que é divertido brincar com os outros.

O conselho também é válido para crianças mais tímidas. Exponha-a a lugares com mais gente, mesmo que seja o supermercado. Ao mesmo tempo, esteja por perto, dê segurança, segure-a no colo se vir que está assustada e não a passe para os braços de outra pessoa se ela não quiser (a menos que seja necessário, é claro). Com o tempo isso vai melhorar.

A prática faz a perfeição no desenvolvimento físico

Seu filho vai melhorar a cada dia que passa na arte de andar. Enquanto uns estão adquirindo firmeza, ou nem tomaram coragem para andar sem apoio, outros já conseguem "brecar" e retomar a velocidade, ou até se abaixar para pegar alguma coisa no chão, sem se apoiar em nada.

Com 1 ano e 2 meses, as crianças gostam de arrastar objetos de um lugar para o outro: experimente deixar seu filho fazer isso com caixas leves. Talvez ele já consiga brincar, sentado no chão, de rolar uma bola para você -- e tentar pegar quando você rolar de volta. Quem sabe você consiga entretê-lo por incríveis ... cinco minutos com essa brincadeira!

Se seu filho ainda não está andando, tenha calma, porque há muita variação nesta idade, e certas crianças demoram mais sem que haja nada errado com elas.

Uma idéia é usar aqueles brinquedos que são uma espécie de carrinho, que a criança pode empurrar, apoiando-se para andar (mas não o andador, daqueles de ficar sentado dentro, pois eles podem causar acidentes e até atrasar o desenvolvimento do andar).

Com a mão em tudo

É pelo toque que seu filho absorve a maior parte das informações sobre o ambiente. Pense duas vezes então antes de dizer "Tira a mão daí" para tudo. Faça o contrário: ofereça texturas diferentes para ele sentir. Nada complicado: uma fita de cetim, uma lixa de unha, uma pedra.

Dá até para fazer um jogo: pegue pares de itens desse tipo (duas fitas, duas pedras, duas lixas). Ponha uma de cada coisa dentro de um saco. Por exemplo, mostre a fita para seu filho, deixe-o senti-la nas mãos e depois peça a ele que enfie a mão no saco, procurando a textura igual, sem olhar.

Para aperfeiçoar a coordenação motora fina, brinquedos de empilhar são ótimos, além de atividades que não são bem brinquedos: manusear fechos, por exemplo. Eles adoram abrir e fechar qualquer coisa -- só fique de olho para ver se não há risco de prender o dedo.

Palavras novas

Toda vez que seu filho aprende uma palavra nova, vai querer repeti-la sem parar. Se ele aprendeu a dizer "au-au", vai procurar cachorros o tempo todo, vai querer ver figuras de cães nos livrinhos... Aproveite o interesse para contar histórias e conversar bastante com ele.

Outro fenômeno é que ele vai começar a repetir palavras mesmo sem saber o que elas significam. É nessa hora que pode escapar um palavrão bem cabeludo da boca do seu anjinho...

Brincadeiras de esconde-esconde continuam sendo um grande sucesso. Experimente, por exemplo, colocar um brinquedinho em um dos bolsos da roupa que seu filho está vestindo, e veja como ele se entretém tentando recuperá-lo.







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